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Pastoral do Migrante presente na 17ª Conferência Nacional de Saúde

A 17ª Conferência Nacional de Saúde, que aconteceu em Brasília entre os dias 2 e 5 de julho, recebeu pela primeira vez em sua história uma delegação de migrantes. Os cinco delegados foram eleitos na Conferência Nacional Aberta de Saúde das Populações Migrantes, realizada em maio deste ano e que contou com a presença – virtual e presencial – de 876 pessoas de 19 cidades de 12 Estados e do Distrito Federal.


As discussões sobre a saúde das populações migrantes resultaram em quatro diretrizes e 20 propostas para o Sistema Único de Saúde (SUS). Estas foram enviadas ao Conselho Nacional de Saúde para integração na agenda da 17ª Conferência Nacional de Saúde e para apresentação pelos delegados migrantes durante a conferência. As Conferências Nacionais de Saúde são espaços de diálogo entre governo e sociedade civil, onde os cidadãos podem contribuir para o planejamento, implementação e avaliação das ações governamentais, especificamente no SUS.


Essas mobilizações e discussões para uma política de saúde migrante visam estabelecer uma Política de Atenção à Saúde das Populações Migrantes no país. Trata-se de organizar um movimento de migrantes e simpatizantes para criar uma estratégia nacional que garanta cuidados de saúde específicos para este grupo, o que é um esforço inédito.



Como já divulgado tivemos um voluntário da Pastoral do Migrante de Florianópolis entre os delegados enviados, o equatoriano Diego Mise Cruz, doutorando em Engenharia Mecânica na UFSC e residente no Brasil há 5 anos.


Segundo Diego: "Foi muito gratificante poder apresentar as propostas e diretrizes da Conferência Livre, foi um momento especial poder votar no Conselho Nacional de Saúde. Tive possibilidade junto de meus colegas delegados de estar representando todos os migrantes com o objetivo conjunto de facilitar e melhorar a assistência na área de saúde (SUS). Tivemos a oportunidade de conhecer e encontrar pessoas que lutam diariamente por nossos direitos, foi gratificando ser ouvido e poder também compartilhar as experiências vividas junto da Pastoral em Florianópolis.

Levamos para Brasília a ideia de que os migrantes não precisam ser vistos como um gasto para o País, muito pelo contrário, nós podemos contribuir com o crescimento do Brasil, mas para isso é necessário que nos forneçam condições para nos estabilizarmos e a partir dai consigamos ajudar no desenvolvimento do País que nos acolheu."


A Pastoral do Migrante - Missão Scalabrini agradece a FENAMI pela articulação e luta pelos direitos dos migrantes e por todas as pessoas que votaram e nos permitiram enviar o Diego como representante de Santa Catarina, principalmente os integrantes do Serviço Pastoral do Migrante que se dispuseram a votar em nível nacional. Como sempre gostamos de lembrar, já dizia nosso fundador João Batista Scalabrini: "Para o migrante, Pátria é a terra que lhe dá o pão".

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